2 em cada 3 brasileiros não guardam dinheiro

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Brasileiros não guardam dinheiro e metade desconhece vantagem de poupar, de acordo com pesquisa da Serasa Experian.

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Resultado pode ser motivado pela falta de conhecimento sobre vantagens reais dos investimentos: 52% não sabia ao certo quanto teria após investir R$100,00 por um ano em uma aplicação financeira com juros de 2% no período.

Além disso, 35% afirma preferir gastar imediatamente que poupar, 69% dos brasileiros não poupa. É o que revela pesquisa encomendada ao Ibope pela Serasa Experian sobre os hábitos financeiros de pessoas maiores de 16 anos.

As entrevistas foram realizadas no primeiro trimestre de 2013 com 2002 pessoas em 142 cidades de todos os Estados brasileiros e Distrito Federal, incluindo capitais, periferia e interior.

O estudo apontou que o desconhecimento das vantagens financeiras de uma aplicação pode explicar a falta de interesse: mais de metade (52%) dos entrevistados não sabia (24%) ou não informou corretamente (28%) quanto teriam em uma aplicação financeira, após um ano, se investissem R$ 100,00, com juros de 2%.

Dos 48% que responderam corretamente (R$ 102,00), a maioria tem curso superior e renda mensal acima de 10 salários mínimos.

Alguns fatores comportamentais contribuem para afastar o consumidor dos investimentos. Ainda segundo a pesquisa, 35% dos brasileiros sentem mais prazer em gastar imediatamente do que em poupar e 30% dos entrevistados confessam comprar por impulso. Economizar e conseguir desconto no pagamento à vista não está nos planos de 38% dos consultados, que optam pelo parcelamento. As condutas não variam de acordo com a classe social, renda ou escolaridade. Mas, observa-se que, nestes casos, a variante demográfica é determinante: os moradores do Sul declaram ter mais controle sobre as finanças do que aqueles que vivem em outras regiões do país.

Para os economistas da Serasa Experian, a radiografia revelada pela pesquisa ajuda na compreensão dos gargalos que separam o consumidor da poupança. De acordo com os economistas, agora temos fundamentos para esclarecer porque um número tão grande de pessoas não cogita guardar dinheiro. Um dos objetivos da educação financeira é justamente reconstruir essa ponte, mostrando que as vantagens vão além de obter respaldo financeiro: trata-se de um investimento em bem-estar.

Reportagem: Assessoria de Imprensa. Foto: Divulgação.

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