Grupo de jornais inicia campanha contra crise

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Anúncios apresentam posicionamento otimista de jornais em momento de ajuste econômico.

Na última semana o SP Grupo de Jornais iniciou uma campanha a respeito da crise no Brasil intitulada: “Prazer, crise!”.

Com o objetivo de mostrar o lado bom em toda oportunidade adversa, a empresa abriu espaço de página inteira nos jornais SP Jornal, Jornal de Vila Carrão, Jornal do Tatuapé e Jornal de Vila Formosa para abordar o assunto de maneira direta e aberta.

O conteúdo transcorreu sobre todas as crises que se enfrenta no dia a dia, como por exemplo: crise da água, crise política, crise do emprego, crise empresarial e crise econômica.

“Sempre existe o lado bom de cada projeto, de cada ação, de cada ajuste, de cada notícia ruim”, diz Antonio Gelfusa Junior, diretor do SP Grupo. “São momentos como esse em que a precaução, a criatividade, a organização empresarial e financeira de um indivíduo permitem a superação dos momentos adversos”, conta Junior.

O anúncio foi abordado na linguagem all type. Em inglês significa “todos os tipos”, recurso publicitário de redação que só utiliza o conteúdo textual para exposição de ideias.

O conteúdo textual e a arte final ficou por conta da Pérgola Propaganda, agência que atende a área off-line da empresa.

“O anúncio all type é uma técnica que visa atrair a atenção do leitor através do conteúdo textual, sem intervenção de fotos, ilustrações ou referências do gênero. Nosso objetivo, neste momento, é nos posicionar a favor sim dos ajustes econômicos, porém, sem perder o otimismo”, finaliza Junior.

Veja conteúdo textual abaixo na íntegra e para ver o visual final do anúncio, clique aqui.

Prazer, crise!

A falta de água fez a população economizar e os custos diminuíram na maioria dos casos. O desperdício era um grande problema. Também passamos a guardar água da chuva, organizar melhor o tempo para o banho, louça e lavagem de roupas, além de reduzir o custo da conta com a economia. Ela, a tal crise da água, também nos fez desconfiar mais dos governantes quanto a sua idoneidade ao afirmarem que a água não nos faltaria e que os investimentos certos estavam sendo feitos. A popularidade do governador reduziu fatalmente, obrigando sua gestão a trabalhar mais rápido. Em contrapartida, isso nos tornou mais espertos e mais críticos.

A falta de recursos financeiros também fez a população economizar. Hoje, pesquisas apontam que 84% dos consumidores pensam mais antes de gastar sem planejamento, adquirir produtos caros sem desconto ou parcelar no cartão de crédito a perder de vista. Ela, a tal crise econômica, também nos faz desconfiar mais dos governantes quanto a sua honestidade ao afirmarem ser apenas uma “marolinha” e que valores de gasolina e dólar não aumentariam. A popularidade da presidente reduziu drasticamente, obrigando sua gestão a trabalhar mais rápido para reverter o cenário. Isso também nos tornou mais espertos e mais críticos.

A crise política também fez os empresários e a população desconfiarem mais dos governantes. Sem dúvidas, a corrupção nos envergonha muito, mas, por outro lado, nunca se teve tanta liberdade para investigar e prender desonestos. Algo começa a cheirar bem, mesmo quando tudo parece cheirar mal. Até empreiteiros e políticos estão sendo presos no Brasil. Algo inédito! Historicamente escondidos, hoje os fatos são revelados. Estamos com uma grande oportunidade nas mãos de passar o país a limpo. Mesmo sem saber quem é de direita ou esquerda ou mesmo sem fundamentos básicos de políticas públicas, muitas pessoas estão indo às ruas, sem saber, mas provavelmente, pela primeira vez, se importando com o assunto.

Quantos trabalhadores se acomodam em seus empregos durante determinado tempo de suas vidas e só percebem depois que não o tem mais nas mãos? Alguns funcionários, lamentavelmente, até pegam para si itens da empresa de seus empregadores sem autorização. Isso sem falar nos trabalhadores que não se capacitam ou evitam se aperfeiçoar ética e profissionalmente. A crise de emprego quando aparece promove reestruturação de departamentos e ajustes econômicos. O fato obriga, naturalmente, os verdadeiros interessados em trabalhar e se dedicar ainda mais. A zona de conforto é deixada de lado e nesse momento as novas ideias, o empenho, o respeito e à procura de treinamento e educação são decisivos na manutenção de um trabalho ou na conquista de uma nova oportunidade.

A falta de recursos nas empresas também fez os empresários economizarem mais. Funcionários com tempo ocioso e altos custos internos foram realocados, porém, muitos empresários não se precaveram, deixando banco de dados sem atualização e até fazendo altos investimentos em momentos inoportunos, por exemplo. Alguns donos criativos estão reduzindo suas margens de lucro, abrindo fluxo de vendas em horários alternativos e criando novas promoções para fidelizar e conquistar novos clientes para a empresa. O lucro reduz um pouco, contudo, o ajuste faz com que sobre tempo para acompanhar problemas, como falha no atendimento, falta de capacitação de funcionário, estoque desorganizado ou mesmo uma atualização simples que faltava no site da empresa. A tal crise empresarial faz enxergar pontos obscuros numa gestão.

Viu? Todas as crises são oportunidades importantes para se discutir uma relação e melhorá-la.

Historicamente as empresas que se precaveram a estes momentos de ajuste econômico e se mantiveram otimistas com seus investimentos em marketing, mesmo que compactados, saíram na frente ao primeiro sinal de retomada do mercado. Períodos de crise aparecem para trazer aprendizado e evolução. E é nisso que acreditamos!

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O anúncio publicitário tem custo, mas a consultoria em comunicação e o otimismo, esses são de graça!

Reportagem: Da redação. Foto: Júlio Gomes.

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