Congestionamentos caem em SP segundo prefeitura

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Redução da lentidão foi obtida mesmo com aumento no número de carros na capital paulista.

As medidas adotadas pela Prefeitura para a melhoria do trânsito da cidade de São Paulo causaram a redução dos congestionamentos em todos os horários medidos pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no ano passado, em comparação com 2014. De acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira (12), no Diário Oficial da Cidade (DOC), a lentidão no pico da tarde, das 17h às 20h, caiu 16,6% – de uma média de 114 quilômetros de extensão em 2014 para 95 quilômetros no ano passado. No pico da manhã, das 7h às 10h, a redução foi de 6,6% – de 75 quilômetros de extensão em 2014 para 70 quilômetros em 2015. No entre pico, das 10h às 17h, a queda dos congestionamentos foi de 5,77%, de 52 quilômetros de extensão para 49 quilômetros.

A CET mede a lentidão a cada 30 minutos entre 7h e 20h, e foi registrada queda dos congestionamentos nos 27 horários de aferição. Por exemplo, nos dois horários de maior congestionamento da cidade, às 18h30 e às 19h, a melhoria foi pouco superior à média do pico da tarde, com queda de 18,4%. Às 18h30, a lentidão média do horário que era de 130 quilômetros em 2014 passou para 106 quilômetros em 2015. Às 19h, que tinha lentidão média de 136 quilômetros, o índice caiu para 111 quilômetros no ano passado.

A melhoria no trânsito acontece em um momento em que o número de veículos que circulam pela cidade cresceu novamente. Segundo o estudo da CET, a frota de veículos da cidade de São Paulo saltou de 7,8 milhões no fim de 2014 para 8,1 milhões em dezembro do ano passado, um crescimento de quase 3,4% em um ano. A taxa de motorização, ou seja, de veículos por 100 mil habitantes também teve elevação no período, de 49 em 2014 para 50 em 2015. O número vem crescendo sistematicamente ano a ano, sendo este o maior volume de veículos e a maior frota da capital paulista desde 2008. Apesar disso, os congestionamentos do pico da tarde são menores que em 2014, 2013, 2009 e 2008. Os congestionamentos nesse horário vinham subindo seguidamente havia três anos, em 2012, 2013 e 2014.

A melhoria no trânsito da cidade de São Paulo não é verificada em outras cidades do País. Divulgado no final de março, o mais importante ranking mundial de medição de congestionamentos, TomTom Trafic Index, apontou a queda de 51 posições da capital paulista entre 295 metrópoles com mais de 800 mil habitantes de 38 países. Enquanto, em 2013, São Paulo ocupava a 7ª posição no ranking de maiores congestionamentos, a capital paulista caiu para a 58ª colocação em 2015.

O Rio de Janeiro, que em 2013, estava na 3ª colocação caiu apenas uma posição, para o 4º lugar. Segundo o estudo, que existe desde 1991, os motoristas no Rio de Janeiro gastam 165 horas por ano dentro de congestionamentos. Em São Paulo, perdem por ano 103 horas no trânsito lento ou parado. Em Salvador (7ª posição), Recife (8ª), e Fortaleza (41ª), de acordo com o ranking mundial, as pessoas perdem mais horas nos congestionamentos que em São Paulo.
Rodízio
A pesquisa divulgada nesta terça-feira (12) trata ainda da obediência ao Rodízio Municipal. De acordo com a CET, o índice de obediência em 2015 foi de 90% no período da manhã e de 83% no período da tarde. Em 2014, a obediência era de 89% no período da manhã e de 84% à tarde.

Proteção à Vida
Em 2015, com o Programa de Proteção à Vida (PPV), foi registrada uma queda de 20,6% no número de mortes no trânsito na cidade de São Paulo, na comparação com os 12 meses de 2014, e 257 vidas foram salvas no período. Enquanto em 2014 foram registrados 1.249 óbitos, em 2015 ocorreram 992 casos. Uma das medidas do programa foi a redução da velocidade máxima em vias arteriais, que têm entre suas consequências o aumento da velocidade média, por conta do menor número de intercorrências que travam a fluidez, como acidentes

O PPV foi iniciado em 2013, no começo da atual gestão, e busca a redução de acidentes e atropelamentos na cidade ampliando uma série de ações para segurança de todos os agentes do trânsito, especialmente os pedestres. A iniciativa inclui várias frentes, como o CET no Seu Bairro, a implantação de Áreas 40, da Frente Segura (bolsões de parada junto aos semáforos para motociclistas e bicicletas), das faixas de pedestres diagonais em cruzamentos de grande movimento e da redução de velocidade máxima para o padrão de 50 km/h nas vias arteriais. Também foram revitalizados os semáforos de 4.645 cruzamentos na cidade. Com isso, pretende-se melhorar a segurança dos usuários do sistema viário, buscando a convivência pacífica entre todos.

Semáforos
Além disso, a Prefeitura já revitalizou os semáforos de mais de 4.500 cruzamentos da cidade, com troca de sistema elétrico, instalação de novos controladores e de no-breaks. Com investimentos de R$ 221,94 milhões, as obras têm como objetivo reduzir o número de acidentes e melhorar a fluidez do tráfego. Com a medida, as falhas dos equipamentos caíram, em média, 43% nos últimos três anos. Em 2013, antes do Programa de Revitalização Semafórica, a média de cruzamentos fora de funcionamento era de 57 por dia, ou cerca de 2% dos 6.013 semáforos existentes na época, de acordo com a CET. Neste ano, o número foi reduzido para 33 ocorrências por dia, ou apenas 0,5%. Atualmente, a capital paulista conta com 6.318 cruzamentos semaforizados.

Para se ter uma ideia, em 14 de fevereiro de 2013, antes da revitalização iniciada em agosto daquele ano, a cidade chegou a ter cerca de 230 semáforos fora de funcionamento ao mesmo tempo. Nos dias 10 e 11 de março de 2016, quando a Região Metropolitana enfrentou fortes chuvas, 35 semáforos registraram falhas simultâneas. Como comparativo, o dia 14 de fevereiro de 2013 teve média de 27,6 mm de chuvas, inferior aos 52,5 mm registrados entre os dias 10 e 11 de março deste ano.

Ônibus
Para incentivar mais pessoas a utilizarem o transporte coletivo, a Prefeitura inaugurou mais de 416 quilômetros de faixas exclusivas para a ônibus e, atualmente, a malha possui 506,2 quilômetros. Antes, São paulo possuía 90 quilômetros de vias exclusivas para os coletivos. A medida, de acordo com um levantamento da São Paulo Transporte (SPTrans), aumentou a velocidade média dos ônibus durante os horários de pico e ultrapassou os 20 km/h. O estudo foi feito a partir de medições realizadas de março a dezembro de 2013, janeiro a dezembro de 2014 e janeiro a junho de 2015.

Os dados apontam que a velocidade média praticada pelos coletivos nas faixas teve aumentos significativos. Uma amostragem feita entre 13 de janeiro e 31 de outubro de 2014, representando 65,7 km de vias exclusivas, indica um crescimento de 67,5% na velocidade média, com elevação de 12,1 km/h (antes da implementação) para 20,3 km/h (após o início da operação). Essa iniciativa resultou na economia de quatro horas semanais aos usuários de ônibus em suas viagens.
Ciclovias

Desde 2014, a atual gestão inaugurou 305,2 km de ciclovias. Antes, São Paulo só possuía 64,7 km, além de 31,9 km de ciclorrotas. Atualmente, a malha cicloviária é de 401,8 km. Um estudo da CET, divulgado no mês passado, apontou queda de 34% no número de mortes de ciclistas, na comparação de janeiro a dezembro de 2014 com o mesmo período do ano passado. Nos 12 meses de 2015, foram registradas 31 mortes, ante 47 casos fatais em 2014.

Além de mais segurança, a medida cria um novo público e amplia o uso do modal na cidade.Divulgada em setembro do ano passado, a pesquisa “Perfil de quem usa bicicleta na cidade de São Paulo” revelou que 40% dos ciclistas tinham começado a pedalar havia menos de um ano nas áreas central e intermediária da cidade, possivelmente influenciados pela expansão da malha cicloviária. O mapeamento foi elaborado pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) em parceria com a ONG Transporte Ativo, Observatório das Metrópoles e apoio do banco Itaú. Questionados sobre quando a bicicleta começou a ser usada como meio de transporte, 29% dos entrevistados disseram utilizá-la há mais de 5 anos, enquanto 19% disseram pedalar há menos de 6 meses. Mais de 70% dos ciclistas afirmam usar a bicicleta pelo menos 5 vezes por semana, indicando que a bicicleta é, de fato, o principal meio de transporte para muitos paulistanos. Esse resultado se repete entre homens e mulheres.

Reportagem: Assessoria. Foto: Divulgação.

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