Nosso problema é a falta de humildade!

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A turbulência política não deixa o brasileiro em paz.

Precisamos e queremos trabalhar, porém, todos os dias, novidades da lava-jato aparecem.

As mais diversas investigações ocorrem junto aos políticos dos principais partidos do cenário nacional.

As instâncias privadas como Odebrecht e, pasmem, até o Bradesco, também entraram neste balaio.

A turbulência se instalou de vez nas discussões entre amigos, colegas de trabalho e familiares.

Veja pelas redes sociais.

Quem defendia Dilma e suas atuações, antes do impeachment, ficava inconformado com as críticas. Defendia suas incoerências de gestão. Defendia seus ministros que tinham acusações sérias de corrupção. Defendia o ex-presidente Lula, seus áudios e seus bens questionáveis.

Porém, quem era contra a presidente, não reconhecia os avanços de seu governo. Apenas acusava.

Agora estamos no governo de Michel Temer.

Quem defende suas atuações e incoerências de gestão fica inconformado com as críticas. Defende seus ministros com acusações sérias de corrupção. Defende o ex-presidente Sarney, seus áudios, seus bens questionáveis.

Porém, quem é contra o presidente em exercício, não reconhece os avanços recentes de seu governo. Apenas acusa.

Em poucos meses as críticas mudaram de lado.

Basta você ter em suas redes sociais amigos que discorrem com pontos de vistas diferentes, entretanto, em situações praticamente iguais aos meses anteriores.

E isso inclui as esquizofrenias de Renan, Cunha e todo o caldeirão de políticos, geralmente, nada bem intencionados.

Mal raciocinam as pessoas e pouco percebem que defendem o indefensável.

Protegem políticos que declararam amor uns aos outros e, em pouco tempo, praticam os mais diversos tipos de traições e golpes.

O mais interessante observar é que ambos debatedores e defensores não reconhecem os avanços do outro lado, muito menos enxergam a corrupção dentro do sistema ou partido que protegem.

A conclusão atual referente ao comportamento do brasileiro: falta de humildade!

Coloca-se a culpa das ações corruptas nas costas do outro cidadão, do outro partido, do voto alheio e nunca, de maneira alguma, assume parte da responsabilidade neste contexto todo.

Somos um país adolescente, com pouco mais de 500 anos de existência.

Errar é natural e, neste processo de evolução, estamos aprendendo a nos posicionar e reconhecer qualidades no outro, mesmo quando não concordamos com suas ações.

Esperamos que depois de tudo que está sendo velado possamos olhar para trás e ver que todo esse contexto colaborou para uma grande oportunidade de passar o país a limpo e evoluir em agendas necessárias para o desenvolvimento do país.

Que a principal agenda delas seja a educação.

A educação do respeito ao próximo.

A educação da humildade.

E é claro, a educação pública, para que as próximas gerações possam realmente fazer parte de uma pátria educadora.

Antonio Gelfusa Junior é editor responsável do SP Jornal.

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