Precisamos de novos candidatos!

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Você já deve ter ouvido algum candidato no horário eleitoral prometer metrô, hospital, ambulatório, conjunto habitacional, carro novo, emprego e tantos outros “itens de época” nas eleições.

Sempre foi assim, infelizmente, como um padrão do marketing político, as mentiras e as promessas descabidas são uma realidade, seja de campanhas do executivo como as de presidente, governador e prefeito, seja em campanhas do legislativo como as de senador, deputado e vereador.

O fato é que a cada dia a população tende a se indignar com situações semelhantes. Veja, por exemplo, como as redes sociais propulsionam ondas de críticas a todos os tipos de profissionais de classe e seus partidos.

A informação está mais acessível hoje em dia com a tecnologia. Na palma das mãos ficamos mais exigentes.

Porém, há muito tempo um termo tem se tornado comum neste ambiente: o “estelionato eleitoral”.
Geralmente ocorre quando a população percebe, após alguns anos, que muitas das promessas de um político não foram cumpridas.

Veja o exemplo da presidente afastada Dilma Rousseff. Afirmou grandes absurdos durante sua campanha em 2014, porém, seja por destino ou por inoperância, viu em poucos meses tudo que havia prometido acontecer justamente o contrário.

Da mesma maneira, veja o exemplo de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Quando em campanha, não reconheceu a crise hídrica, a crise nos transportes e o caos no sistema educacional.

Não o bastante, Fernando Haddad, prefeito da cidade, também prometeu muitas coisas que não poderia cumprir. Creches, hospitais, CEUs e, principalmente, datas de entrega de obras que estão longe de sua conclusão.

Os políticos acima são exemplos de exagero em suas promessas. E isso não pode também encobrir bons avanços que ambos promoveram como gestores.

Todavia, o que nos importa discutir é o seguinte: vale tudo para ganhar uma eleição?
A ideia, nos próximos pleitos, é que possamos fugir deste estereótipo político que “arregaça” as mangas só nos vídeos de campanha.

Precisamos fugir do candidato que anda de terno e gravata para parecer importante, que promete o que sabemos que é impossível entregar, que beija criança carente para dizer que se preocupa.

Necessitamos de candidatos novos, com noções da realidade.

Candidatos que prometam ser presentes em suas funções. Candidatos que prometam reduzir índices problemáticos e não resolvê-los como num passe de mágica – até porque ninguém tem essa capacidade, mesmo ficando décadas no poder.

Estamos a poucos meses das eleições municipais.

E por mais satisfeito que você esteja com seu “político de estimação”, pense que a alternância de prefeitos e vereadores é saudável para a democracia.

Quando não reelegemos políticos, sem dúvidas, estamos dando uma grande contribuição para que setores públicos, secretarias, hospitais e outras repartições possam ser oxigenados com gente nova.

E, da mesma forma, damos uma enorme contribuição asfixiando a corrupção com trocas de governo, promovendo choques de gestão e não permitindo perpetuar cabides de empregos em segundo e terceiro escalões.

Antonio Gelfusa Junior é editor responsável do SP Grupo de Jornais.

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