Presidente de 5ª!

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Nos espaços de editoriais aqui da empresa tenho me arriscado, ao longo dos últimos anos, a escrever um pouco sobre política e minha visão de mundo.

As críticas da área jornalística aos nossos chefes de governo nunca foram privilégios de políticos de partidos específicos.

A conduta de profissionais do ramo político como: Lula, Geraldo Alckmin, Dilma Rousseff, Michel Temer, Paulo Maluf, Antonio Palocci, José Dirceu, Aécio Neves, Marina Silva, Severino Cavalcanti entre tantos, sempre foi alvo não só deste singelo espaço, mas dos editoriais mais amplos e renomados de nosso segmento, nacional e internacional.

Como eleitor, me sinto também tranquilo para opinar em relação ao atual presidente – eu não votei nele.

E quanto ao seu opositor nas eleições de 2019, da mesma forma: não votei em Fernando Haddad.

Sendo assim, não pretendo ficar em cima do muro.

Anulei sim meu voto, porque ambos significariam um grande retrocesso! Esta afirmação já é suficiente para uma conversa profunda de direita e esquerda para mais de 12 horas!

Bolsonaro na época da eleição já se mostrava uma figura atrapalhada, despreparada e preconceituosa.

De uma maneira geral, não é a primeira vez que a incompetência gere nosso país.

Para falar a verdade estamos até bem acostumados, infelizmente.

Quanto ao Fernando Haddad, mesmo se tratando de um professor, foi impossível votar em alguém que significaria a sequência de um sistema que aparelhou a máquina pública corrompendo inclusive alianças tradicionais da corrupção tupiniquim, o tal PMDB “fecha com tudo e todos”.

Mas quero falar de Bolsonaro.

Já falei muito de Lula, Dilma, Temer e toda incompetência que já passou por aqui.

Se estes que passaram deixaram um terreno econômico ruim ou não, já foi, é passado.

Temos 8 meses de um governo que tem tomado atitudes de corte de gastos que foram avanços para a máquina pública, sim. De toda forma, tem sido desastroso nas relações humanas, internacionais e políticas.

Veja o caso da Amazônia.

Temos um presidente que não quer enxergar que o negócio, além de sério, mostra uma enorme fragilidade do país em cuidar do próprio nariz.

Os dados do INPE e tantos outros institutos mostravam problemas graves, mas ele preferiu dizer que era tudo mentira. Na verdade, ela já arde faz tempo.

De um lado temos a crise econômica para tentar uma reversão de cenário e de outro uma crise de governo por não dar a devida importância para o desmatamento criminoso que já acontece há anos.

Juntando os dois temas: como um líder de país deseja garantir estabilidade econômica respondendo e agindo como se fosse uma criança de 5ª série?

Me desculpem as crianças de 5ª série.

Mas enfim, sendo grosso, permissivo com um dos filhos se dirigindo com desrespeito a um presidente de outro país, enfim.

O nível de respostas de um presidente deve ser muito mais que intelectual, mas com educação, sem grosseria.

O comportamento é de um imaturidade tremenda e está provado que não sabe lidar com a imprensa e seus críticos.

Ganhou uma eleição sem meu voto, mas é meu presidente sim porque estou em um país democrático.

É óbvio que não torço contra, mas esse comportamento não vai levar o país à construção alguma.

E para fechar, se manter este  tom arrogante como tem sido, vai acabar como os outros políticos: tendo ojeriza não de parte da população, mas sim de grande parte.

 

Antonio Gelfusa Junior é publicitário e editor-chefe das publicações impressas e online do Grupo Raiz.

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