Câncer colorretal e metástase hepática: qual a relação?

Segundo especialista, cerca de 75% dos pacientes desenvolvem complicações no fígado

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Câncer colorretal — Lidar com um câncer é na maioria das vezes travar uma grande batalha. E embora muitos deles possam ser tratados e/ou até mesmo curados, há alguns que até o momento só conseguem ter seus impactos reduzidos.

Dentre os tipos de câncer mais comuns no Brasil e no mundo está o de colorretal, que além de ser maligno, tem um alto registro de evolução para casos de metástase hepática.

Aos que desconhecem, metástases são evoluções da lesão principal para outras partes do corpo. Em linhas gerais, isso significa que o indivíduo passa a ter o câncer disseminado para outras regiões do organismo.

E o que muitos não sabem, é que nos casos de câncer colorretal, são muito frequentes as metástases, em especial a hepática, ou seja, a evolução da doença para o fígado.

 

O que diz um profissional?

De acordo com o doutor Jefferson Cláudio Murad, médico do Hospital São Francisco, e que estuda a doença há anos, cerca de 75% de pacientes com câncer colorretal acabam por desenvolver metástases hepáticas. 

Sobre esta discussão, o profissional faz um alerta: “não é que todo paciente irá evoluir para metástase hepática, mas a chance é muito grande. O aparecimento dessas metástases pode não ser nos seis primeiros meses, às vezes demoram até 2 ou 3 anos para aparecerem”, conclui o médico.

Sobre os sintomas, Murad esclarece que embora possam não ser aparentes em estágio inicial, em casos avançados podem ser manifestar por meio de sinais diversos. Icterícias, popularmente conhecido como “amarelão”, perda de peso, fraqueza ou até mesmo o aparecimento de uma massa na região do abdômen.

De acordo com o especialista ainda, são fatores de predisposição, ou seja, que contribuem para o aparecimento de metástases “questões genéticas, hereditárias, então se os pais e/ou avós tiveram e o tumor foi apresentado ainda jovem, antes dos 50 anos, a chance é maior. Além disso, a nutrição, se não for adequada, a deficiência de vitaminas e a queda da resistência do sistema imunológico pode facilitar o aparecimento destas lesões” explica Murad.

Confira abaixo a orientação do médico sobre a periodicidade de acompanhamento e necessidade de exames, em casos de pacientes operados de câncer colorretal:

 

Visto isso, é de total importância que as pessoas realizem o acompanhamento regular com um médico, respeitando os intervalos mínimos de check-up.

 

Conteúdo: Equipe de Comunicação.  Foto: Divulgação.

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