Prefeitura anuncia 500 milhões de auxílio

Valor é alto no montante, mas irrisório para quem está passando fome

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O prefeito Bruno Covas anunciou, durante entrevista recente concedida da sede da Prefeitura, a liberação de meio bilhão de reais para efetuar o pagamento do auxílio emergencial para a população da cidade, durante os meses de março, abril e maio.

Mais de 1 milhão de pessoas serão beneficiadas com o recurso segundo o prefeito. O processo de assinatura de contrato com a CAIXA está em andamento, para ser divulgado o calendário de pagamento do auxílio emergencial o mais breve possível.

“Foi autorizado ontem (quarta-feira, 17) e publicado no Diário Oficial do Município o montante de meio bilhão de reais dos cofres municipais para que, após a assinatura do contrato, iniciar na semana que vem o pagamento do auxílio emergencial na cidade de São Paulo”, declarou Bruno Covas.

Autorização no Diário Oficial
A autorização foi publicada hoje (18), no Diário Oficial da Cidade, consta do decreto que oficializa o pagamento do Renda Básica Emergencial por mais três meses.

Terão direito ao benefício 480.177 famílias inscritas no Programa Bolsa Família até 30 de setembro de 2020 e trabalhadores do comércio informal, que atendam aos critérios.

Também serão contemplados os que possuam Termo de Permissão de Uso (TPU) vigente ou estejam cadastrados no Sistema Tô Legal para o comércio e prestação de serviços ambulantes.

O valor é de R$ 100 por mês e será pago por três meses. Pessoas com deficiência, independente de idade, receberão R$ 200 por mês, exceto os que já recebem a Prestação Continuada (BPC). Somente em 2020 foram atendidos, por meio do Renda Básica Emergencial, 1.287 milhões de pessoas, com um investimento de quase R$ 500 milhões .

Opinião da população
“Será que o auxílio de R$ 100,00 é suficiente para que as pessoas em condições de pobreza sobrevivam?”, foi essa a pergunta-resposta que Josefa Dias, moradora de São Mateus, concedeu à redação do SP Jornal.

Mesmo diante de um cenário inédito para o poder público, é evidente que as pessoas de baixa renda não têm condições de ficar em casa enquanto a pandemia passa, principalmente os que vivem do comércio informal.

“A verdade é que o pobre nesse país é desrespeitado todos os dias. Primeiro por um presidente insensível e depois por governadores e prefeitos que não sabem o que passamos numa favela ou nas comunidades para oferecer um auxílio vergonhoso desses”, comentou revoltado José Cruz Santos, morador da região de Itaquera.

Reportagem: Da Redação.  Foto: Diário do Comércio.

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